Na rua, graciosamente, ela anda. Os cabelos ao vento,
o cigarro ainda não aceso na boca. A bolsa marrom estranhamente familiar atravessada no
ombro. As mãos a procurar pelo isqueiro em um dos bolsos da calça. Será que é
ela?
Você aproxima-se mais do vidro, aperta os olhos para
ter certeza... É ELA.
Sua boca sorrindo sussurra seu nome, enquanto ela passa distraída pela calçada cheia de pessoas apressadas. Por um breve momento tudo vai embora, você apenas revê
o passado.
Depois disso, o barulho do transito ressoa novamente, os ecos em sua
cabeça sentem-se livres para voltarem e por fim, o ônibus enchendo-se de passageiros parte
de sua parada e segue seu caminho te levando para casa.
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