quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

O universo conspira para contribuir com a confusão mental que passa pela sua cabeça ao meio dia de uma segunda feira, dentro do ônibus. 
Você olha para o lado despretensiosamente, a cabeça cheia de ecos, e então a janela te mostra fragmentos do passado.
Na rua, graciosamente, ela anda. Os cabelos ao vento, o cigarro ainda não aceso na boca. A bolsa marrom estranhamente familiar atravessada no ombro. As mãos a procurar pelo isqueiro em um dos bolsos da calça. Será que é ela?
Você aproxima-se mais do vidro, aperta os olhos para ter certeza... É ELA.
 Sua boca sorrindo sussurra seu nome, enquanto ela passa distraída pela calçada cheia de pessoas apressadas. Por um breve momento tudo vai embora, você apenas revê o passado. 
Depois disso, o barulho do transito ressoa novamente, os ecos em sua cabeça sentem-se livres para voltarem e por fim, o ônibus enchendo-se de passageiros parte de sua parada e segue seu caminho te levando para casa.



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